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Categoria: Paulinho Moska

Zoombido é exibido pelo Canal Brasil mensalmente e por ali já passou a nata dos compositores brasileiros. Todos falando sobre seus processos criativos.

São muitos talentos que o Moska abraça, em sua maturidade ele consegue zumbí-los todos. Começou a tocar violão aos 13 anos mas quando foi levar a coisa a sério, foi fisgado pelo teatro. Em algum momento participou do grupo vocal, de sugestivo nome Garganta Profunda: Irreverentes, teatrais. Mais tarde fundou o grupo Inimigos do Rei: Irreverentes, humorísticos, compondo músicas com duplo sentido, teatrais.

O teatro realmente corre em suas veias. Foi parar no cinema. Contracenou com Murilo Benício em O Homem do Ano, flertando com prêmios internacionais e tudo, mas foi cantando algumas no filme, estrelado por Penélope Cruz, Woman on Top, que me cativou.

Vou contar: Eu não o conhecia muito bem, até que em uma de minhas visitas ao casal de amigos queridos, e globais, (o francês Christian: grande estudioso de música brasileira, casado com a colombiana, nascida na Bélgica Gigi - incrível artista plástica, morando em Manhattan!) me contou que o cantor brasileiro preferido deles era um que descobriram em uma trilha musical de um filme. Really?

Colocou para eu ouvir: Cantor de voz aveludada, um violão malandro de bom, um suíngue abrazucado, uma sutileza jazzística. Fui descobrir, portanto, que o casal melting pot fora atraído pelo nosso querido músico, melting pot por si, com um pé no pop, outro no rock, um na filosofia, outro na malandragem. Apaixonei-me.

Certo dia fui zoombir com ele. Ao final de cada programa, como de costume, por entre ângulos e cliques apurados por seu olhar, Paulinho desenrola um som com o convidado. Fizemos minha Você não entendeu nada. Ele com uma destreza imediata e jazzística (pelo respeito ao improviso) saiu tocando como se fôssemos íntimos musicalmente. Emocionei-me com seu talento e generosidade.

Paulinho Moska é isso tudo e um pouco mais. Hoje caminha ao lado dos representantes atuais da América Latina como Jorge Drexler, Fito Paez... Não se cansa. Tudo novo de novo, sempre.

Por: Badi Assad
Fonte: Clique Aqui